ATSG Think Tank · Programas Avançados

Clientes · Governança · Qualidade · Excelência

Conselheiros da Qualidade

Levar a perspectiva do Cliente e a visão sistêmica da Qualidade às instâncias de decisão — com independência, conhecimento, evidências e capacidade de desafiar e apoiar a gestão.

Ouvir o Cliente. Compreender o sistema. Desafiar e apoiar a gestão.

Resposta direta

O que é um Conselheiro da Qualidade?

É o profissional preparado para levar a perspectiva do Cliente e a visão sistêmica da Qualidade às instâncias de decisão. Sua contribuição está em conectar sinais dispersos, formular perguntas de governança, testar hipóteses, reconhecer riscos e tornar visíveis as consequências sistêmicas das escolhas organizacionais.

O Conselheiro da Qualidade representa uma perspectiva — não uma área. Seu foco é contribuir para que decisões relevantes considerem valor para o Cliente, coerência do sistema, riscos, cultura, evidências e desempenho.

Abordagem de governança

Qualidade no Conselho

A Qualidade no Conselho é uma abordagem para integrar Clientes, Qualidade, riscos, cultura, Sistemas de Gestão e desempenho às decisões relevantes da organização.

Integração à governança existente

A abordagem deve ser incorporada à estrutura de governança já existente. Pode ser formalizada por meio de mandato atribuído a um ou mais membros, apoiado por agenda, fluxo de informações e mecanismos de acompanhamento.

Configurações possíveis

Algumas organizações podem optar por um Conselho Consultivo da Qualidade, comitê de assessoramento, painel externo periódico ou configuração equivalente, quando isso fizer sentido para seu porte, contexto, riscos e modelo de governança.

A arquitetura é não prescritiva. O objetivo é assegurar que a perspectiva do Cliente e a Qualidade da Gestão alcancem as instâncias de decisão; a forma institucional deve ser proporcional ao contexto da organização.

Challenge and support

O papel do Conselheiro da Qualidade

A atuação combina questionamento construtivo e apoio à gestão, com foco em padrões sistêmicos e consequências organizacionais.

  • Introduzir a perspectiva do Cliente nas decisões relevantes.
  • Relacionar reclamações, não conformidades, riscos, cultura e desempenho.
  • Questionar informações excessivamente filtradas e hipóteses não testadas.
  • Acompanhar respostas sistêmicas e evidências de eficácia.
  • Reconhecer padrões que ultrapassam problemas isolados.
  • Conectar decisões à promessa organizacional e à geração de valor.
  • Estimular perguntas de governança sustentadas por evidências.
  • Contribuir para decisões que preservem propósito, confiança e continuidade.
Limites do papel. A atuação se concentra em supervisão, questionamento, aconselhamento e acompanhamento. As responsabilidades pela gestão cotidiana, operação dos processos, função Qualidade, auditorias e análise crítica permanecem com as instâncias responsáveis.

Desenvolvimento profissional

Competências para compreender a organização de cima

Clientes e experiência

Compreender requisitos, necessidades, expectativas, reclamações, fidelidade, perda de Clientes e valor percebido.

Governança e estratégia

Distinguir governança de gestão e conectar propósito, estratégia, prioridades, riscos e decisões.

Sistemas de Gestão

Interpretar processos, interfaces, padrões, controles, auditorias, não conformidades, aprendizado e melhoria.

Riscos e cultura

Reconhecer riscos sistêmicos, incentivos, pressões e comportamentos que revelam a cultura real da organização.

Dados e evidências

Avaliar indicadores, tendências, informações conflitantes, lacunas de evidência e qualidade das conclusões apresentadas.

Atuação colegiada

Escutar, sintetizar, formular perguntas, influenciar sem assumir a gestão e acompanhar respostas até sua eficácia.

Origem conceitual

Capa do eBook Os Clientes e o Paradoxo da Governança

Os Clientes e o Paradoxo da Governança

A formação dos Conselheiros da Qualidade deriva de uma questão central: como evitar que mecanismos de governança se tornem cada vez mais sofisticados enquanto a perspectiva de quem sustenta a organização por sua escolha — o Cliente — perde espaço nas decisões?

O eBook conecta Governança, Qualidade e Excelência e desenvolve a abordagem da Qualidade no Conselho como forma de reduzir a distância entre decisão, operação, experiência do Cliente e consequências sistêmicas.

ISBN 978-65-977358-1-5 · Instituto de Auditologia · 2026

Formação executiva

Programa avançado

Programa de Formação de Conselheiros da Qualidade

Formação executiva para profissionais seniores que pretendem ampliar sua capacidade de contribuir em instâncias de decisão, integrando Clientes, Governança, Qualidade, Sistemas de Gestão, estratégia, riscos, cultura, dados e desempenho.

60 horasformação ao vivo
12 semanasduração prevista
2 × 2,5haulas por semana
10+ anosexperiência recomendada

Formato e dinâmica

Aulas síncronas e ao vivo, duas vezes por semana, com 2,5 horas por encontro, ao longo de 12 semanas. A dinâmica combina discussões entre profissionais seniores, estudos de caso, simulações, perguntas de alto valor, projeto aplicado e defesa perante banca.

Admissão

Candidatura com análise de perfil, formação superior ou experiência equivalente, experiência profissional compatível, currículo e breve apresentação da motivação. Entrevista poderá integrar o processo de admissão.

Enquadramento da formação. O programa desenvolve o papel profissional do Conselheiro da Qualidade e a abordagem Qualidade no Conselho. Cada organização define como essa competência se integra à sua governança; algumas podem adotar um Conselho Consultivo da Qualidade, comitê de assessoramento ou configuração equivalente.

Conteúdo programático

Doze módulos para compreender a Qualidade sob a perspectiva da governança

1

Qualidade como questão de governança

Evolução da Qualidade; estratégia, confiança, liderança, governança, gestão e auditoria.

2

Conselhos, comitês e dinâmica colegiada

Mandato, regimento, composição, independência, conflitos, diligência e perguntas de alto valor.

3

Sistemas de Gestão e visão sistêmica

ISO 9001, modelos correlatos, processos, contexto, partes interessadas, integração e análise crítica.

4

Voz do Cliente e confiança

VOC, jornadas, experiência, reclamações, expectativas, reputação e Qualidade percebida.

5

Estratégias

Competitividade, sustentabilidade, contexto, proposta de valor, objetivos, riscos, oportunidades e prioridades.

6

Projeto e desenvolvimento

Produtos, serviços e experiências; requisitos, riscos, interfaces, mudanças, testes, verificação e validação.

7

Processos, desempenho e indicadores

Arquitetura de processos, capacidade, eficácia, eficiência, metas, tendências e qualidade dos dados.

8

Não conformidades e aprendizado organizacional

Contenção, correção, ação corretiva, causas sistêmicas, reincidência, eficácia e custos da não Qualidade.

9

Riscos, oportunidades e mudanças

Perspectivas de risco, riscos estratégicos e operacionais, oportunidades, resiliência e mudanças.

10

Infraestrutura da Qualidade e avaliação da conformidade

Acreditação, normalização, metrologia, certificação, inspeção, ensaios, validação e verificação.

11

Qualidade digital, dados e inteligência artificial

Processos digitais, decisões algorítmicas, dados, IA, rastreabilidade, cibersegurança e privacidade.

12

Sala do Conselheiro da Qualidade

Simulações, casos, pareceres, divergências, projeto aplicado e defesa perante banca.

Demonstração de competência

A conclusão exige mais do que frequência

A avaliação combina diferentes evidências de competência, conforme o Regulamento aplicável ao programa.

30%Exame
25%Caso escrito
25%Simulação
20%Projeto e defesa

Frequência

Mínimo de 85% de participação nas atividades previstas.

Resultado global

Mínimo de 70%, observados os componentes e critérios definidos no Regulamento.

Perfil dos participantes

Uma formação para profissionais seniores

Perfis diretamente aderentes

Diretores e gerentes da Qualidade; executivos de processos e excelência operacional; profissionais de estratégia e desempenho; Auditores Líderes e gestores de auditoria; consultores seniores.

Áreas complementares

Riscos, compliance e controles; experiência e Voz do Cliente; avaliação da conformidade; inovação e desenvolvimento; Conselhos Consultivos e de Administração.

Perguntas frequentes

Conselheiros da Qualidade e Qualidade no Conselho

O que é um Conselheiro da Qualidade?

É o profissional preparado para levar a perspectiva do Cliente e a visão sistêmica da Qualidade às instâncias de decisão, contribuindo com análise independente, conhecimento, evidências e visão sistêmica.

A abordagem pressupõe a criação de um Conselho da Qualidade?

Não. A Qualidade no Conselho deve ser integrada à estrutura de governança existente. O papel pode ser exercido por um ou mais membros com mandato definido e, quando necessário, apoiado por uma estrutura de assessoramento compatível com o contexto da organização.

Uma organização pode criar um Conselho Consultivo da Qualidade?

Sim. Algumas organizações podem optar por um Conselho Consultivo da Qualidade, comitê de assessoramento ou configuração equivalente, desde que isso seja coerente com seu porte, contexto, riscos e modelo de governança. A formação desenvolve a competência profissional; a arquitetura institucional é definida por cada organização.

O que significa Qualidade no Conselho?

É uma abordagem para assegurar que Clientes, Qualidade, riscos, cultura, Sistemas de Gestão e desempenho sejam considerados de forma integrada nas decisões relevantes da organização.

Qual é o limite de atuação do Conselheiro da Qualidade?

O Conselheiro atua em supervisão, questionamento, aconselhamento e acompanhamento de temas sistêmicos. A gestão cotidiana, a operação dos processos, a função Qualidade, as auditorias e as responsabilidades da liderança permanecem com seus respectivos responsáveis.

Que conhecimentos sustentam essa atuação?

Entre os conhecimentos relevantes estão estratégia, governança, Sistemas de Gestão, auditoria, experiência do Cliente, riscos, cultura, dados, desempenho organizacional e funcionamento de órgãos colegiados.

Qual é a carga horária da formação?

O programa possui 60 horas de formação executiva, distribuídas ao longo de 12 semanas, com duas aulas síncronas e ao vivo de 2,5 horas por semana.

Como funciona a avaliação?

A demonstração de competência combina exame, caso escrito, simulação e projeto com defesa. A frequência mínima prevista é de 85% e o resultado global mínimo é de 70%, conforme o Regulamento aplicável.

Quem pode se candidatar?

O programa é direcionado a profissionais seniores. A admissão considera formação ou experiência equivalente, trajetória profissional, currículo, motivação e, quando necessário, entrevista.

Qual é a relação com o Paradoxo da Governança?

O conceito nasce da reflexão de que mecanismos de governança podem se sofisticar enquanto a perspectiva do Cliente perde espaço nas decisões. O Conselheiro da Qualidade busca reduzir essa distância, levando evidências sobre valor, experiência, riscos e desempenho ao nível em que prioridades e compromissos são definidos.

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Do conceito ao desenvolvimento profissional

O Think Tank organiza a base conceitual; os programas avançados transformam essa produção em desenvolvimento de competências.